terça-feira, 4 de março de 2014

Rubro Adeus.



Ela disse que não dava mais, não iriamos mais ficar, mas algo me incomodava, aqueles olhos grandes, verdes e gatunos... Aquela fera contida no olhar.

Ofereci uma última vez, para que o desejo em seus olhos não me perturbasse toda a vez que a encarava.

Dizia que então não iriamos ter mais um com o outro, as coisas que fizemos as escuras, enquanto abafávamos os nossos suspiros apenas com as paredes
Ela quase chorava, mas era incapaz de aceitar a distância, e impotente demais para continuar a trama, o segredo, a farsa, o medo.
Ela arrancou meu coração com aquelas palavras.

Então eu a fodi.

Em um vai e vem de investidas e recuadas, sedução, dominação, suspiros, e roupas se esgueirando pra fora de nossos corpos.

Eu a fodi a força.
Em minha cama.
Em meu quarto de aparência sóbria e com uma desorganização sórdida.
E naquele dia eu não fiz amor com ela, eu não tinha espaço no peito para isso.
Eu realmente a tracei.
Arranquei as suas roupas, que rasgaram em alguns detalhes.
E ante seus suspiros de angustia e um princípio de choro, seus dizerem de negação, ela dizia não...

Eu dizia...

Sim.

E a medida que passeava minha linguá em sua pele ela estremecia, eu enfurecia.
Ela perdia as forças, eu me fortalecia.
Como um animal ferido, uma coelha na boca de um lobo.
E meu bote era a consistia em saborear a pele de seus seios.
E ela recobrava as forças, como acordando de um pesadelo.
E aterrorizada tentava escapar, pegar suas roupas, vestir-se, partir.
E aquela garota de 20 anos e jeitinho de menina.
Tinha 40 quilos e 1,65 e estava conseguindo me empurrar.

Então a levantei e atirei outra vez em minha cama, o estrado rangeu, suspirou, pediu misericórdia
Arranquei sua calça
Puxei sua calcinha para o lado e em 3 segundos meu pênis tocava seu útero
Eu fiquei muito assustado

quando ouvi da boca dela aquela frase...


´´vai, me fode gostoso´´.